Na primeira metade de 2019, 430.000 utilizadores foram alvo de conteúdo malicioso destinado a roubar dinheiro, criptomoedas e serviços pagos de Internet. Este número representa um aumento em 7% face ao mesmo período.
O malware financeiro, regularmente identificado como trojan bancário, tem como objetivo roubar dinheiro e dados financeiros, assim como proporcionar aos agentes de ameaças acesso aos ativos e equipas de utilizadores e das organizações financeiras.
Os especialistas da Kaspersky descobriram um malware – MobOk – que rouba dinheiro e que se esconde em aplicações de edição de fotografia legítimas disponíveis na Google Play store. No momento de deteção verificou-se que as aplicações “Pink Camera” e “Pink Camera 2” já tinham sido instaladas cerca de 10.000 vezes. As aplicações foram desenhadas para roubar informações pessoais das vítimas e utilizadas para a subscrição de serviços pagos. As vítimas, por sua vez, só davam conta de que estavam a ser enganadas quando viam estes valores nas contas dos seus telemóveis. As aplicações já foram removidas da Google Play e já não estão disponíveis.
Os backdoors são um tipo de malware extremamente perigoso, já que permitem que os hackers possam controlar de forma muito discreta os dispositivos que querem afetar, com finalidades maliciosas. Este tipo de situações costumam ser difíceis de ocultar para uma solução de segurança. Contudo, um backdoor que se aproveita de um erro previamente desconhecido no sistema, como as vulnerabilidades zero day, tem muitas mais possibilidades de passar despercebido. As soluções de segurança standards não chegam a identificar essa infeção do sistema nem podem proteger os utilizadores perante algo que não se sabe o que é ou se existe.
A ESET, líder global em cibersegurança, emitiu um alerta aos utilizadores de Internet sobre os mais variados perigos existentes. A empresa denunciou uma onda de mensagens de e-mail fraudulentas que tentam extorquir dinheiro, principalmente de pessoas que têm por hábito assistir a vídeos pornográficos on-line. O remetente do e-mail (hacker) afirma que tem o dispositivo da vítima sob controlo e que gravou a pessoa enquanto assistia a conteúdo pornográfico. O e-mail afirma ainda que não só capturou o comportamento do utilizador na frente da webcam, mas também quais os vídeos que foram reproduzidos.
Em muitos locais, estas séries podem ser consumidas através de canais ilegais, como softwares de torrents e plataformas ilegais de streaming. Ao contrário dos recursos legítimos, os torrents e os arquivos neles hospedados podem conter um arquivo que parece ser um episódio de uma série, mas que é, na verdade, um malware com um nome semelhante e que tem como objetivo de atacar o utilizador.
Ao observar a facilidade com que estas séries, cujo download é feito por via de fontes ilegítimas, podem ser substituídas por versões com malware, os investigadores da Kaspersky Lab examinaram esses arquivos maliciosos no período entre 2017 e 2018. E no topo da lista está Game of Thrones. Em 2018, a série foi responsável por 17% de todo o conteúdo malicioso pirateado, com 20.934 pessoas atacadas, seguida de The Walking Dead, com 18.794 e Arrow, com 12.163. Isso ocorreu mesmo considerando que, em 2018, não foi lançado nenhum episódio novo de Game of Thrones, enquanto as outras séries do ranking tiveram campanhas promocionais agressivas.