Recentemente, deparei-me com uma situação que serve de alerta para todos os que utilizam tecnologia doméstica: um extensor de sinal Wi-Fi (Range Extender) configurado de fábrica sem qualquer tipo de codificação. O dispositivo estava "aberto", permitindo que qualquer pessoa dentro do alcance do sinal não só se ligasse à internet, mas assumisse o controlo total do aparelho. A facilidade com que foi possível criar uma password e aceder ao painel de gestão demonstra que, para um utilizador menos atento, a porta de casa digital está, literalmente, encostada.
A União Europeia consolidou finalmente a sua visão de soberania e confiança com a entrada em vigor do novo Regime Jurídico da Cibersegurança em Portugal, este mês de abril de 2026. Se em 2018 o RGPD revolucionou o mercado ao garantir a privacidade dos cidadãos e a legitimidade no uso da informação, a nova diretiva NIS2 surge como o pilar que faltava neste escudo digital. Afinal, de nada servem leis rigorosas de proteção de dados se os sistemas que os alojam não estiverem blindados contra intrusões.
A função de um administrador de sistemas é, por excelência, a espinha dorsal de qualquer infraestrutura tecnológica moderna. A estes profissionais compete a responsabilidade crítica de garantir a integridade, a disponibilidade e, acima de tudo, a confidencialidade dos dados de uma organização. São eles os guardiões dos servidores, os arquitetos das barreiras de defesa e os primeiros a intervir quando a segurança é ameaçada.
Como alguém que respira tecnologia diariamente, sinto que chegámos a um ponto de rutura. O Windows 11 é polido, é familiar e corre quase tudo, mas há uma pergunta que me assombra cada vez mais: o sistema operativo serve o utilizador ou o utilizador serve o sistema? Ao olhar para o panorama de 2026, torna-se impossível ignorar que o Linux está a vencer o Windows 11 em áreas onde a Microsoft parece ter perdido o norte: na liberdade, na transparência e, acima de tudo, no respeito por quem está do outro lado do ecrã.
Rui Duro é o Country Manager da Check Point Software Technologies em Portugal, responsável por todo o negócio da empresa no mercado nacional. Com mais de 30 anos de experiência no setor de TI e 20 anos dedicados à segurança, Rui construiu uma carreira sólida e diversificada: começou como Security Engineer e Security Consultant na Check Point, trabalhou como Security Business Developer no maior operador de telecomunicações nacional e, ao longo dos anos, consolidou uma profunda especialização em cibersegurança, combinando experiência técnica e comercial.
O final da década de 1990 marcou uma revolução no modo como as pessoas comunicavam através da internet. Foi neste contexto que a Microsoft lançou, em julho de 1999, o MSN Messenger, um cliente de mensagens instantâneas que rapidamente se transformou numa das aplicações mais populares da sua geração. Criado para competir com o já estabelecido ICQ da Mirabilis, o Messenger beneficiou da integração direta com contas de e-mail do Hotmail, que à época era um dos serviços de correio eletrónico mais utilizados no mundo.
No início da década de 90, a Internet ainda era um território restrito a universidades e centros de investigação, dominado por interfaces textuais pouco amigáveis. Foi neste cenário que surgiu o Netscape, um navegador que viria a desempenhar um papel fundamental na popularização da World Wide Web. Criado por Marc Andreessen, um dos programadores do lendário Mosaic, e Jim Clark, fundador da Silicon Graphics, o Netscape foi lançado oficialmente em 22 de dezembro de 1994 sob o nome Netscape Navigator 1.0.