O novo estudo da Kaspersky, conduzido pela Arlington Research, revela que os europeus já sofriam de solidão muito antes da entrada em vigor das medidas de confinamento impostas pela COVID-19. De acordo com os dados apurados, também os portugueses já se sentiam sozinhos antes da pandemia – para alguns, o período de quarentena veio acentuar esta solidão. Com a crise pandémica ainda sem um fim previsto, as pessoas recorrem cada vez mais à tecnologia para se manterem ligadas aos seus entes queridos e combaterem a solidão.

O Centro Nacional de Cibersegurança do Reino Unido publicou ontem um relatório sobre ataques dirigidos a várias organizações no país, no Canadá e nos Estados Unidos da América, envolvidas na investigação da vacina contra a COVID-19, onde acreditam que estes estão associados ao grupo APT29, também conhecido por “The Dukes” ou “Cozy Bear”. Um dos tipos de malware utilizados nestes ataques e discutido neste relatório é conhecido como “WellMess” e já há algum tempo que tem vindo a ser monitorizado pela equipa de investigadores da Kaspersky (GReAT).

Em nota de imprensa, a Kaspersky, diz que “Nos últimos meses, a nossa Equipa Global de Investigação e Análise (GReAT) tem vindo a monitorizar ativamente os novos servidores de comando e controlo (C2) associados à peça de malware que foi utilizada neste ataque, que é comummente referida como WellMess. O WellMess foi inicialmente documentado pelo JPCERT em julho de 2018, mas tem estado esporadicamente ativo desde então. Desde o início de março deste ano, notámos um aumento nos servidores de C2, o que indica uma possível nova onda de atividade. Até agora, não observámos nenhuma sobreposição de infraestrutura, sobreposição de código no malware ou outras táticas, técnicas e procedimentos exclusivos por parte de um agente específico de ameaças, o que sugere que o WellMess é totalmente único.

Embora as pequenas empresas estejam menos disponíveis para fornecer aos seus colaboradores dispositivos para trabalharem a partir de casa, apenas um terço dos funcionários (34%) deste tipo de empresas recebeu instruções sobre como trabalhar em segurança em computadores portáteis pessoais, tablets e smartphones, durante o período de confinamento. Esta é uma das conclusões do mais recente estudo da Kaspersky sobre o teletrabalho, que realça a importância da proteção e da sensibilização para a segurança nas empresas de menor dimensão.

Trabalhar a partir de dispositivos pessoais tornou-se uma necessidade para algumas pequenas organizações, já que pandemia Covid-19 colocou muitos dos seus colaboradores a desempenharem as suas funções desde casa.

A nova investigação da Kaspersky revela que, a nível global, os consumidores querem adotar mais medidas para proteger e manter o controlo da sua privacidade pessoal. Segundo as conclusões do seu relatório, Defending digital privacy: taking personal protection to the next level, os consumidores estão a tornar-se mais conscientes sobre os locais online onde a sua informação pessoal pode estar disponível e, neste sentido, 82% dos mesmos afirmam ter tentado remover informação privada de websites ou redes sociais. No entanto, um terço (37%) ainda não sabe como lidar com esta situação.

As conclusões desta investigação realizada pela Kaspersky revelam como é fundamental proteger a privacidade dos dados pessoais e interações online, de modo a garantir que possamos continuar a beneficiar da tecnologia. O relatório, que inclui conclusões de um novo inquérito feito a consumidores de 23 países diferentes, analisa as atitudes atuais dos mesmos em relação à privacidade online e as medidas que estão a tomar para evitar que a informação privada caia nas mãos erradas.

O último relatório da Kaspersky sobre os ataques DDoS revela que o número total destes ataques aumentou ao longo dos primeiros três meses do ano, registando um pico significativo em sites municipais e educativos. Este aumento poderá estar relacionado com o facto de os hackers estarem a tirar partido do contexto atual, no qual as pessoas passam mais tempo confinadas em casa e estão muito dependentes dos recursos digitais.

A pandemia COVID-19, que teve origem no primeiro trimestre de 2020, originou uma mudança significativa em quase todas as atividades – educação, trabalho ou lazer – que acabaram por migrar para o online. A procura crescente pelos recursos digitais tornou-se uma oportunidade para os hackers, que dirigiram os seus ataques a serviços online essenciais ou a plataformas que têm vindo a ganhar popularidade. O Departamento de Saúde e Serviços Humanos do Governo dos EUA, uma cadeia de hospitais em Paris e os servidores de um jogo online foram alguns dos alvos dos ataques DDoS ao longo dos meses de fevereiro e março.

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