Segurança e Redes

A utilização de inteligência artificial generativa já faz parte do quotidiano da vasta maioria dos jovens em Portugal, mas o fenómeno traz consigo riscos que vão muito além da simples pesquisa escolar. Um alerta recente da ESET revela que quase 9 em cada 10 crianças e jovens portugueses (entre os 9 e os 17 anos) utilizam ferramentas de IA, com 85% a recorrerem a estas plataformas no último mês. Este cenário de adoção massiva coloca os chatbots no centro de uma nova discussão sobre privacidade, segurança digital e desenvolvimento emocional dos menores.

O panorama da cibersegurança em Portugal atingiu um patamar de alerta crítico. De acordo com os dados mais recentes da Check Point Research, as organizações portuguesas estão a enfrentar uma média de 2 086 ciberataques por semana, um valor que coloca o país significativamente acima da média europeia (que se fixa nos 1 764 ataques) e o alinha com a média global. Este volume reflete uma tendência estrutural onde o cibercrime deixou de ser uma ameaça ocasional para se tornar numa pressão constante e permanente sobre o tecido empresarial e institucional nacional.

Um novo alerta de cibersegurança revela que grupos de hackers estão a utilizar o Microsoft Teams como vetor principal para a distribuição de malware, explorando a confiança que os utilizadores depositam nas ferramentas de colaboração interna das empresas. Esta campanha, identificada por investigadores da Truesec, utiliza técnicas de engenharia social sofisticadas para enganar funcionários e contornar as defesas tradicionais de e-mail, como o phishing convencional.

A Commvault, líder em resiliência unificada de dados, anunciou a expansão do seu portfólio de segurança com a introdução de novas capacidades de resiliência de identidade especificamente desenhadas para a Okta. Esta integração estratégica surge num momento crítico, em que as identidades digitais - tanto humanas como de agentes de IA e APIs - se tornaram o novo campo de batalha cibernético e o principal vetor de ataque para invasões empresariais.

A utilização de endereços de e-mail descartáveis está a tornar-se uma defesa essencial no atual panorama de cibersegurança, especialmente após os dados da NordStellar revelarem que 501 milhões de endereços únicos foram expostos na dark web em 2025. Segundo Domininkas Virbickas, diretor de produto da NordVPN, a reutilização do e-mail principal em múltiplos serviços aumenta drasticamente a exposição em caso de violação de dados, tornando as alternativas temporárias uma solução prudente para 2026.

A Kaspersky emitiu um alerta sobre como a utilização de inteligência artificial generativa por cibercriminosos está a apagar as "impressões digitais" humanas que tradicionalmente permitiam a atribuição de ataques. Ao gerar código, e-mails de phishing e conteúdos operacionais de forma neutra e padronizada, a IA elimina erros linguísticos distintivos e padrões específicos de programação, dificultando o trabalho dos analistas de segurança.

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