O Portal da Queixa emitiu um novo alerta aos consumidores portugueses sobre um esquema de burla informática que está a circular de forma massiva através de mensagens de texto (SMS). Os cibercriminosos estão a fazer-se passar pelo Ministério da Saúde, enviando notificações fraudulentas que exigem a liquidação urgente de supostas dívidas relacionadas com idas às urgências ou outros serviços hospitalares.

De acordo com a análise efetuada pela plataforma, a sofisticação e a continuidade destas tentativas de fraude têm vindo a aumentar de forma preocupante, contabilizando-se já cerca de 30 queixas formais, com os primeiros registos a remontarem a junho de 2025. As mensagens criam um falso e imediato sentido de urgência, impondo um prazo de pagamento muito curto - frequentemente de apenas 5 dias - e fornecendo uma referência bancária, o que já levou vários cidadãos a efetuarem o pagamento por acreditarem tratar-se de uma dívida legítima e oficial.

Esta vaga de ataques não é, no entanto, uma situação inédita para as autoridades. O esquema atual surge no seguimento de uma outra campanha fraudulenta identificada em março deste ano, na qual os criminosos utilizavam o nome de entidades como "MIN.SAUDE", "SNS" e "SNS 24". Contudo, nessa altura, a tática passava por prometer falsos reembolsos de despesas médicas através de links maliciosos desenhados para roubar dados pessoais e bancários de forma ilícita.

Para combater esta ameaça crescente e proteger a população, o Portal da Queixa partilhou um conjunto de recomendações preventivas essenciais que todos os utilizadores de smartphones devem adotar:

  • Desconfiar sempre de mensagens com pedidos de pagamento urgentes, mesmo quando o remetente aparenta ser uma entidade oficial do Estado;
  • Validar qualquer indicação de cobrança contactando diretamente os canais oficiais do Ministério da Saúde ou a linha SNS 24;
  • Nunca efetuar pagamentos de entidades e referências recebidas por SMS sem uma validação prévia em plataformas oficiais;
  • Não partilhar dados pessoais ou bancários através de links ou contactos de origem desconhecida.

Por fim, a plataforma sublinha a importância cívica da denúncia ativa por parte dos consumidores lesados ou alvo de tentativa de fraude. Reportar estas situações às autoridades policiais competentes e alertar publicamente outros utilizadores é um passo crítico para travar a disseminação destas redes criminosas e travar o sucesso de esquemas financeiros cada vez mais elaborados.

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