Um dos principais anúncios é o novo design de referência validado para as racks NVIDIA Vera Rubin NVL72. Este modelo de engenharia responde aos desafios térmicos e energéticos das arquiteturas de IA de densidade extrema, introduzindo:
- Eficiência Energética: Aumento da tensão de alimentação para 480VAC e suporte para o ponto de operação MaxQ, que gera mais "tokens por watt", maximizando o desempenho computacional sob restrições energéticas.
- Arrefecimento Avançado: Capacidade de operar com temperaturas de fornecimento de água até 45°C, permitindo uma infraestrutura de arrefecimento mais sustentável e eficiente.
- Layout Otimizado: Uma nova arquitetura de sala de TI que agrupa clusters de racks de IA com rede e armazenamento centralizados, permitindo clusters maiores e mais potentes.
A AVEVA integrou o seu software de engenharia no ecossistema NVIDIA Omniverse DSX Blueprint. Esta união permite criar "gémeos digitais" de ciclo de vida completo, onde as organizações podem simular o comportamento térmico, elétrico e o fluxo de ar de um data center antes de moverem um único tijolo. O objetivo é acelerar o time-to-token (tempo até a IA estar produtiva), reduzindo riscos de design e garantindo que a infraestrutura física suporta as cargas de trabalho sem precedentes da próxima geração de GPUs.
A Schneider Electric testou também com sucesso o modelo NVIDIA Nemotron para alimentar um sistema de IA agêntica dedicado à gestão de alarmes. Esta tecnologia analisa dados IoT em tempo real para diagnosticar causas-raiz de problemas técnicos e recomendar ações corretivas de forma autónoma. Trabalhando ao lado de técnicos humanos, esta solução promete resoluções mais rápidas, menos deslocações desnecessárias e uma resiliência operacional superior para centros de dados críticos.
Estas iniciativas consolidam uma parceria que já vinha a explorar arquiteturas de 800VDC e a interoperabilidade de ativos 3D (SimReady), posicionando a Schneider Electric como a espinha dorsal tecnológica para a era da IA em larga escala.