Com a aproximação da época natalícia, o volume de encomendas e entregas atinge o seu pico anual, criando o cenário ideal para a atuação de cibercriminosos. De acordo com dados recentes da NordVPN, registou-se um aumento alarmante de 86% na criação de sites maliciosos que imitam serviços postais legítimos no último mês.

Estes especialistas alertam que clicar numa ligação falsa pode resultar em prejuízos financeiros muito superiores ao valor de qualquer encomenda em falta, expondo dados bancários e pessoais.

As análises detalhadas revelam que a DHL é a marca mais visada pelos burlões, registando um crescimento de 206% em sites fraudulentos que utilizam a sua identidade. Outras transportadoras como a DPD e o serviço postal norte-americano (USPS) também sofreram aumentos significativos, sendo que este último registou um salto impressionante de 850% em domínios falsos. Em Portugal, as burlas que envolvem a falsificação dos Correos (ou entidades similares de entregas) continuam a subir, acompanhando a tendência global de exploração da urgência do consumidor.

Uma das táticas mais eficazes atualmente é o smishing, ou seja, o envio de SMS fraudulentos que contornam os filtros de spam tradicionais dos e-mails. Como estas mensagens chegam diretamente ao smartphone, onde a taxa de abertura atinge os 98%, os utilizadores tendem a ser menos cautelosos. Frequentemente, os criminosos alegam que a encomenda está "retida" devido a taxas alfandegárias pendentes, pressionando a vítima a clicar em links maliciosos para efetuar pagamentos fictícios.

O impacto financeiro destas fraudes é severo e está em rápida ascensão. Segundo dados da Federal Trade Commission (FTC), as perdas com fraudes por mensagens de texto em 2024 já são cinco vezes superiores às registadas em 2020, totalizando centenas de milhões de euros a nível global. O uso de Inteligência Artificial por parte dos atacantes tem permitido criar mensagens e sites cada vez mais convincentes, tornando a distinção entre comunicações reais e falsas um desafio constante para o cidadão comum.

Para evitar cair nestas armadilhas, os especialistas recomendam nunca clicar em links de rastreio recebidos por mensagem. A prática mais segura consiste em inserir o número de seguimento diretamente no site oficial da transportadora. É fundamental desconfiar de mensagens que exijam "ação imediata" e verificar com rigor o endereço do remetente. Num panorama onde a engenharia social é cada vez mais sofisticada, a vigilância e a verificação direta nas plataformas oficiais continuam a ser as melhores defesas contra o cibercrime.

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