A Check Point Research (CPR), unidade de inteligência de ameaças da Check Point® Software Technologies, prevê o surgimento de uma nova era de cibercrime autónomo, alimentada por Inteligência Artificial (IA) generativa e sistemas autoaprendentes. Segundo o relatório, em setembro de 2025, um em cada 54 prompts de IA generativa provenientes de redes empresariais apresentou elevado risco de exposição de dados sensíveis, afetando 91% das organizações que utilizam estas ferramentas com regularidade.

A CPR identifica quatro novas frentes de ciberameaças que estão a redefinir o panorama da segurança digital: ataques autónomos de IA capazes de planear e executar campanhas de forma independente; malware adaptativo que se reescreve e evolui em tempo real; ameaças internas sintéticas que imitam colaboradores reais; e manipulação de modelos de IA através de dados adulterados, um fenómeno conhecido como model poisoning. Estas ameaças caracterizam-se pela sua autonomia, rapidez e capacidade de aprendizagem contínua, tornando-se progressivamente mais difíceis de detetar.

O estudo alerta ainda para a democratização do cibercrime, uma vez que ferramentas automatizadas estão a reduzir as barreiras técnicas, permitindo que mesmo atacantes inexperientes executem operações complexas sem intervenção humana. Raymond Schippers, Evangelista da Check Point Software, antevê que até 2030 “a maioria dos ataques de ransomware e roubo de dados será conduzida por sistemas autónomos de IA”, transformando a cibersegurança numa “luta entre máquinas”.

Para enfrentar este novo paradigma, a Check Point recomenda cinco pilares estratégicos: adoção de ferramentas de IA seguras, implementação do modelo Zero Trust, proteção da cadeia de fornecimento digital, automatização das práticas de segurança via DevSecOps e governação rigorosa do uso de IA generativa nas organizações. A empresa defende que apenas uma abordagem prevention-first e suportada por IA será capaz de mitigar eficazmente os riscos emergentes.

A plataforma Infinity AI Threat Prevention, baseada na ThreatCloud AI, analisa milhões de indicadores de mais de 150.000 redes em tempo real para bloquear ataques zero-day. Complementarmente, as soluções Harmony SASE e Harmony Browse garantem o uso seguro de ferramentas de IA e a proteção dos dados sensíveis em ambientes cloud e de navegação.

Para a Check Point, a segurança do futuro dependerá da capacidade das empresas em transformar a IA de ameaça em vantagem estratégica, adotando plataformas integradas e inteligentes que reforcem a resiliência digital e mantenham a proteção à frente da próxima geração de ataques autónomos.

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