De acordo com Rui Duro, Country Manager da Check Point Software em Portugal, os cibercriminosos recorrem agora a modelos de linguagem avançados e ferramentas de clonagem de voz e vídeo para imitar executivos e colaboradores, explorando a confiança humana de forma cada vez mais convincente. O fenómeno foi batizado de "Manipulação Persistente Avançada" (APM), uma evolução dos tradicionais ataques APT, mas com foco na manipulação prolongada das vítimas.
A Check Point sublinha que as defesas tradicionais, como a formação dos colaboradores e a deteção manual, estão a tornar-se insuficientes face à velocidade e escala proporcionadas pela IA. Estas tecnologias permitem o lançamento de milhares de ataques personalizados a custo reduzido, colocando sob pressão as equipas de segurança e ameaçando diretamente a confiança digital das organizações.
Além dos riscos técnicos, a empresa destaca que os reguladores - incluindo a SEC e autoridades europeias - estão a reforçar as exigências de governança e reporte de incidentes. As organizações que não implementarem mecanismos adaptativos de defesa baseados em IA poderão enfrentar sanções, exclusão de coberturas de seguros e perdas significativas de reputação.
Para enfrentar esta nova vaga de ameaças, a Check Point recomenda uma estratégia de defesa assente em cinco pilares: adoção de soluções baseadas em IA, ampliação do conceito de Zero Trust, integração de XDR para deteção multicanal, proteção de dispositivos móveis e automatização das respostas a incidentes através de plataformas SOAR.
Esta abordagem, suportada pela arquitetura Check Point Infinity, visa proporcionar uma defesa proativa e inteligente contra ataques cada vez mais automatizados e imprevisíveis, reforçando a resiliência digital num cenário de ameaças impulsionado pela Inteligência Artificial.