Os especialistas da Kaspersky observaram um crescimento expressivo no número de trojans bancários móveis, quase quadruplicando face ao primeiro semestre de 2024. Além disso, aplicações fraudulentas como as chamadas Fakemoney e malwares pré-instalados como Triada e Dwphon continuam a ser comuns, explorando falhas desde a origem dos dispositivos e permanecendo ativos mesmo após reposições de fábrica.
As especificidades regionais mostram a diversidade dos ataques: na Turquia, o trojan Coper visava roubo de dados financeiros; na Índia surgiram droppers disfarçados de apps de fidelidade; no Uzbequistão proliferaram aplicações falsas de emprego destinadas a recolher dados pessoais; e no Brasil foram identificados trojans Pylcasa infiltrados no Google Play, apresentados como apps simples mas que redirecionavam para páginas de phishing e casinos ilegais.
Apesar das medidas recentes do Google para reforçar a verificação de programadores e reduzir os riscos associados ao sideloading, a Kaspersky alerta que nem as lojas oficiais estão imunes. Tanto a Google Play como a App Store já foram palco de infiltrações de malware, o que reforça a necessidade de uma abordagem multifacetada à segurança móvel.
A empresa recomenda aos utilizadores que descarreguem aplicações apenas de lojas oficiais, verifiquem avaliações e permissões antes da instalação, mantenham os sistemas operativos atualizados e utilizem software de segurança robusto como o Kaspersky Premium, capaz de detetar e bloquear atividades maliciosas.
Com mais de mil milhões de dispositivos já protegidos, a Kaspersky reforça o seu papel na análise e combate de ciberameaças, sublinhando que apenas a combinação entre tecnologia avançada e boas práticas de utilização pode mitigar os riscos crescentes associados à mobilidade digital.