Através da sua threat intelligence, a Kaspersky forneceu indicadores de compromisso e dados sobre ataques regionais, incluindo botnets, phishing e ransomware. Entre janeiro e maio de 2025, os seus sistemas detetaram 10.000 amostras únicas de ransomware na região. Além disso, investigou um esquema fraudulento de criptomoedas que enganou 65 mil vítimas, causando prejuízos de 300 milhões de dólares, e que levou à detenção de 15 suspeitos pela polícia da Zâmbia.
A operação envolveu investigadores de 18 países africanos e do Reino Unido, focando-se em crimes digitais de grande impacto, como ransomware, burlas online e comprometimento de e-mail empresarial. Esta segunda edição sucedeu à primeira operação Serengeti, em 2024, que já tinha resultado em mais de mil detenções e prejuízos evitados de 193 milhões de dólares.
As autoridades destacam a importância da cooperação internacional e da parceria entre setor público e privado para enfrentar riscos digitais emergentes. Segundo a INTERPOL, cada nova operação reforça competências, partilha de informação e capacidade de resposta transfronteiriça.
O relatório de Ciberameaças em África 2025 evidencia que, apesar dos progressos em cibersegurança, o continente continua a enfrentar o crescimento acelerado do cibercrime, potenciado por ataques com inteligência artificial e infraestruturas prontas a usar. A limitação das agências locais na cooperação internacional reforça a necessidade de ações conjuntas como a Serengeti 2.0.
Com a sua participação contínua em iniciativas da INTERPOL - incluindo operações anteriores como Africa Cyber Surge e Red Card - a Kaspersky reafirma o compromisso de contribuir para um ciberespaço mais seguro, especialmente num continente em rápida transformação digital.