Esta lacuna entre planeamento e execução traduz-se numa vulnerabilidade crescente face ao aumento de ataques direcionados ao setor.
Entre janeiro e abril de 2025, a Áustria concentrou 40% dos incidentes registados, seguida pela Itália (25%) e Alemanha (11%), demonstrando que as PME continuam a ser um alvo preferencial dos cibercriminosos. A falta de recursos especializados e de planos operacionais concretos leva muitos responsáveis de TI a duvidarem da eficácia das suas defesas, nomeadamente na proteção de endpoints e na capacidade de resposta a incidentes.
De acordo com o estudo, 33% das PME admitem precisar de melhorar a forma como reagem a incidentes, enquanto 31% não confiam na robustez das suas soluções de segurança atuais. Outros pontos críticos incluem a falta de formação dos colaboradores, a incerteza sobre as ferramentas adequadas e o desconhecimento das normas legais aplicáveis. Esta falta de clareza compromete a resiliência das organizações perante um cenário de ameaças em constante evolução.
Oscar Suela, diretor-geral da Kaspersky Ibéria, alerta que um dos erros mais comuns é criar estratégias que funcionam no papel, mas não na prática , sublinhando a necessidade de transformar planos teóricos em ações reais. Para a empresa, integrar a cibersegurança nas operações diárias e na cultura organizacional é o caminho essencial para alcançar uma proteção eficaz e sustentável.
Como resposta, a Kaspersky recomenda a adoção de soluções como o Kaspersky Next para PME e o Kaspersky Small Office Security, que oferecem proteção avançada mesmo com recursos limitados, bem como programas de formação contínua para sensibilizar todos os níveis da organização. A promoção de uma mentalidade de segurança é vista como o passo final para alcançar verdadeira ciberresiliência.
Fundada em 1997, a Kaspersky continua a ser uma das referências globais em cibersegurança, protegendo mais de mil milhões de dispositivos em todo o mundo. O seu foco em inteligência de ameaças e inovação mantém a empresa na vanguarda da proteção digital.