Quando um hospital sofre um ataque informático, as consequências ultrapassam largamente a esfera digital e colocam vidas humanas em risco direto. Para combater esta ameaça crescente, nasceu o projeto português Rescueware, uma iniciativa conjunta que junta o INESC TEC, a InvisibleLab e a Unidade Local de Saúde do Alto Minho (ULSAM). O objetivo central desta aliança passa por desenvolver e testar soluções inovadoras que garantam a proteção de dados clínicos e, acima de tudo, a rápida recuperação dos sistemas em caso de infeção por ransomware.
A NTT DATA divulgou o seu mais recente Cyber Threat Intelligence Report, relativo ao segundo semestre de 2025, revelando uma mudança drástica no comportamento dos cibercriminosos. O relatório destaca que os ataques deixaram de procurar apenas a disrupção imediata para se tornarem operações silenciosas, persistentes e estratégicas, desenhadas para maximizar o impacto económico e reputacional a longo prazo sem serem detetadas.
O panorama da cibersegurança em Portugal atingiu um patamar de alerta crítico. De acordo com os dados mais recentes da Check Point Research, as organizações portuguesas estão a enfrentar uma média de 2 086 ciberataques por semana, um valor que coloca o país significativamente acima da média europeia (que se fixa nos 1 764 ataques) e o alinha com a média global. Este volume reflete uma tendência estrutural onde o cibercrime deixou de ser uma ameaça ocasional para se tornar numa pressão constante e permanente sobre o tecido empresarial e institucional nacional.
Um novo alerta de cibersegurança revela que grupos de hackers estão a utilizar o Microsoft Teams como vetor principal para a distribuição de malware, explorando a confiança que os utilizadores depositam nas ferramentas de colaboração interna das empresas. Esta campanha, identificada por investigadores da Truesec, utiliza técnicas de engenharia social sofisticadas para enganar funcionários e contornar as defesas tradicionais de e-mail, como o phishing convencional.
A Commvault, líder em resiliência unificada de dados, anunciou a expansão do seu portfólio de segurança com a introdução de novas capacidades de resiliência de identidade especificamente desenhadas para a Okta. Esta integração estratégica surge num momento crítico, em que as identidades digitais - tanto humanas como de agentes de IA e APIs - se tornaram o novo campo de batalha cibernético e o principal vetor de ataque para invasões empresariais.