A equipa de Investigação de Ameaças da Kaspersky identificou uma nova e sofisticada campanha de cibercrime na App Store da Apple, envolvendo 26 aplicações fraudulentas que imitam carteiras de criptomoedas legítimas. Estas apps clonam a identidade visual de marcas populares como MetaMask, Ledger, Trust Wallet e Coinbase, utilizando ícones e nomes quase idênticos aos originais para enganar os utilizadores. Segundo os investigadores, esta operação está ativa pelo menos desde o outono de 2025 e é atribuída, com um nível de confiança moderado, ao grupo de cibercriminosos SparkKitty.
A Kaspersky revelou detalhes sobre a PhantomRPC, uma nova vulnerabilidade crítica descoberta na arquitetura de Remote Procedure Call (RPC) do Windows. Apresentada na conferência Black Hat Asia 2026, esta falha não resulta de um erro num componente específico, mas sim de um comportamento inerente ao próprio desenho do sistema operativo. Esta particularidade torna a PhantomRPC uma ameaça persistente e difícil de erradicar, uma vez que reside na forma como o Windows gere as comunicações entre diferentes processos.
O relatório global "Anatomy of a Cyber World" da Kaspersky, referente aos dados de 2025, revela que o setor governamental e o industrial lideraram a lista de alvos de ciberataques de elevada gravidade. Pelo segundo ano consecutivo, os organismos públicos foram o alvo principal, representando 19% dos incidentes registados. Logo a seguir, com 17%, surge o setor industrial. Esta tendência confirma que os atacantes estão a focar-se em alvos estratégicos que detêm dados geopolíticos sensíveis e gerem infraestruturas críticas.
O paradigma da cibersegurança empresarial está a mudar radicalmente. De acordo com o mais recente estudo da Kaspersky, "Supply chain reaction", as organizações olham agora para os seus fornecedores como parte integrante de um ecossistema de segurança único e inseparável. Para garantir uma proteção eficaz contra ciberataques, mais de dois terços das empresas globais assumem já estar dispostas a abrir os cordões à bolsa para investir diretamente na cibersegurança dos seus próprios parceiros de negócio.
A Kaspersky alcançou um novo marco na sua estratégia corporativa ao tornar-se a primeira empresa de cibersegurança a integrar o grupo de observadores da Digital Cooperation Organization (DCO). Este passo estratégico tem como objetivo principal contribuir ativamente para os esforços internacionais de construção de um ambiente digital não só mais sustentável, mas também amplamente protegido. Através desta aliança histórica, a multinacional compromete-se a partilhar a sua vasta experiência técnica para ajudar a promover uma economia digital global mais resiliente e verdadeiramente inclusiva para todos os setores da sociedade.
