A Kaspersky emitiu um alerta sobre como a utilização de inteligência artificial generativa por cibercriminosos está a apagar as "impressões digitais" humanas que tradicionalmente permitiam a atribuição de ataques. Ao gerar código, e-mails de phishing e conteúdos operacionais de forma neutra e padronizada, a IA elimina erros linguísticos distintivos e padrões específicos de programação, dificultando o trabalho dos analistas de segurança.
Um novo estudo global da Kaspersky revela que a vasta maioria das empresas europeias está a redefinir a gestão da sua segurança digital, com 70% das organizações a optarem pela externalização parcial ou total do seu Centro de Operações de Segurança (SOC). Esta tendência estratégica é impulsionada pela crescente sofisticação das ciberameaças e pela dificuldade em atrair especialistas qualificados internamente, levando 22% dos inquiridos na Europa a estarem já preparados para implementar o modelo integral de SOC-as-a-Service (SOCaaS).
O mais recente relatório da Kaspersky, intitulado Mobile Malware Evolution, revela um crescimento alarmante de 56% nos ataques de trojans bancários a smartphones Android durante o ano de 2025. Este tipo de ameaça, desenhado especificamente para roubar credenciais de banca online e sistemas de cartões de crédito, tem registado uma subida vertiginosa na sua produção, com o número de novos pacotes de instalação únicos a disparar 271% face ao ano anterior.
O Arkanix Stealer operava sob um modelo de Malware-as-a-Service (MaaS) que se destacou pela adoção de estratégias de marketing digital típicas de empresas legítimas para expandir a sua rede criminosa. A equipa Global Research and Analysis Team (GReAT) da Kaspersky identificou que os autores deste malware não se limitavam a disponibilizar o código malicioso, mas ofereciam também um painel de controlo completo com estatísticas e payloads configuráveis.
O mais recente relatório da Kaspersky revela um cenário preocupante para a segurança digital: em 2025, quase metade do tráfego global de correio eletrónico foi classificado como indesejado. Com uma taxa de 44,99% de spam, o relatório destaca que estas mensagens não são apenas incómodas, mas representam veículos críticos para esquemas fraudulentos, phishing e malware.