A Kaspersky divulgou o relatório “How cyberattackers are targeting SMBs in Europe and Africa in 2025”, revelando uma escalada significativa de ciberataques direcionados às Pequenas e Médias Empresas (PME) europeias e africanas. Segundo os dados recolhidos pela Kaspersky Security Network (KSN) entre janeiro e abril de 2025, Portugal surge entre os países mais afetados, representando 6% de todos os casos detetados no continente europeu. A investigação mostra que os cibercriminosos têm recorrido a malware e aplicações potencialmente indesejadas (PUAs) disfarçadas de ferramentas amplamente utilizadas e confiáveis, como o ChatGPT, o Microsoft Office e o Google Drive, explorando a familiaridade dos utilizadores para se infiltrarem silenciosamente nas redes empresariais.
Num trimestre em que aumentaram os ataques dirigidos a sistemas industriais e infraestruturas críticas — incluindo campanhas de phishing, spyware e ameaças sobre sistemas biométricos e de automação — Portugal destacou-se no Sul da Europa pela sua elevada taxa de deteção e bloqueio. O mais recente relatório da Kaspersky ICS CERT revela que, no segundo trimestre de 2025, 23,3% dos computadores industriais nacionais bloquearam tentativas de ataque, posicionando o país no top 3 regional de ciberdefesa industrial.
A equipa Global Research and Analysis Team (GReAT) da Kaspersky revelou a descoberta de novos anúncios na darkweb que oferecem serviços de criação de deepfakes em vídeo e áudio em tempo real, com preços acessíveis a partir de 30 dólares. As investigações, conduzidas em plataformas em russo e inglês, mostram que este tipo de serviço — antes limitado a operações dispendiosas — está agora amplamente disponível por valores muito inferiores.
A Kaspersky revelou uma nova campanha maliciosa que tem disseminado o infostealer StealC v2 através do Facebook desde agosto de 2025. Este malware, concebido para roubar passwords, cookies, dados financeiros de carteiras de criptomoedas e até capturas de ecrã, já foi detetado em mais de 400 incidentes em vários países europeus, incluindo Espanha, Itália, Alemanha, Grécia e Países Baixos.
Em Portugal, quase metade dos utilizadores de PCs ainda utilizam o Windows 10, apesar do fim do suporte oficial estar marcado para outubro de 2025. Segundo dados da Kaspersky, 49,9% dos portugueses mantêm este sistema operativo, enquanto apenas 42,3% já migraram para o Windows 11. No setor empresarial, 45,9% ainda trabalham com o Windows 10, e entre os utilizadores individuais a percentagem sobe para 50,6%.
