A Kaspersky Lab cresceu de forma sustentável em 2017, tendo aumentado os seus lucros globais em 8% (valores não auditados. Segundo padrões IFRS), com um total de 568 milhões de euros. A segunda metade de 2017 foi um desafio para a empresa devido a agitações geopolíticas e acusações infundadas; no entanto, a confiança que os seus clientes e parceiros demonstraram na empresa permitiu que este fosse mais um ano de sucesso para o negócio.

O Skygofree é um spyware sofisticado e de múltiplas camadas que proporciona aos hackers total controlo remoto do dispositivo infetado. Tem sido continuamente desenvolvido desde a criação da sua primeira versão, no final de 2014, e agora inclui a capacidade de escutar conversas à sua volta e alertar quando um dispositivo infetado entra numa localização específica – uma caraterística nunca antes vista. Outras funcionalidades avançadas incluem utilizar os Serviços de Acessibilidade para obter mensagens do WhatsApp, e a capacidade de conectar um dispositivo infetado a redes Wi-Fi controladas pelos hackers.

"Foram encontradas vulnerabilidades na infraestrutura de serviços de mensagens como o WhatsApp, o Signal ou o Threema, que dão oportunidade aos hackers de adicionar novos membros aos grupos de chat sem serem imediatamente detetados pelos outros membros. Desta forma, as mensagens enviadas pelos membros do grupo, assim como a informação pessoal dos membros (nomes e números de telefone) estarão disponíveis para os hackers. A exploração desta falha de segurança supõe uma ameaça séria, especialmente para aqueles que partilham informação confidencial em grupos de chat", confirmou Victor Chebyshev, Investigador Sénior na Kaspersky Lab.

O ano de 2017 será lembrado como o ano em que a ameaça de ransomware evoluiu de forma rápida e repentina, dirigindo-se a empresas em todo o mundo com uma série de ataques destrutivos e cujo objetivo final continua ainda por conhecer. Estes ataques incluíram o WannaCry a 12 de maio, o ExPetr a 27 de junho, e o BadRabbit no final de outubro. Todos utilizaram exploits desenvolvidos para comprometer redes corporativas. As empresas foram também atacadas por outros tipos de ransomware e a Kaspersky Lab evitou estas infeções em mais de 240.000 utilizadores corporativos em todo o mundo.

Nos últimos 12 meses, as empresas pagaram até $1.2 milhões de dólares para recuperar de ataques direcionados. Os hackers ganham controlo remoto dos computadores das suas vítimas para levar a cabo atividades maliciosas sem serem detetados, muitas vezes com auxílio de servidores de Comando e Controlo através de canais encriptados.

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