Cerca de 56% dos pedidos de resposta a incidentes (RI) geridos pelos especialistas em cibersegurança da Kaspersky em 2018 ocorreram após a organização já ter sofrido um ataque com consequências visíveis, como transferências de dinheiro não autorizadas, estações de trabalho encriptadas por ransomware e indisponibilidade de serviços. 44% dos pedidos foram processados após a deteção de um ataque em fase inicial, poupando o cliente de consequências potencialmente mais graves. Estas são algumas das principais conclusões do mais recente relatório da Kaspersky.
Supõe-se frequentemente que a resposta a incidentes é necessária apenas em casos em que já ocorreram danos concretos por parte de um ciberataque e há necessidade de uma investigação adicional. No entanto, a análise de vários casos de RI em que os especialistas em segurança da Kaspersky participaram durante o ano passado mostra que essa oferta pode servir não apenas como investigação, mas também como uma ferramenta para parar um ataque durante uma fase inicial evitando assim danos maiores.
Com o objetivo de fomentar a educação da próxima geração de ciberespecialistas, a Kaspersky fundou a Kaspersky Academy, uma iniciativa que já existe além-fronteiras, presente em vários países europeus, incluindo Portugal. A Kaspersky Academy é um projeto que nasce para promover o conhecimento sobre o mundo da cibersegurança, através do apoio à comunidade universitária na formação e desenvolvimento de jovens talentos em cibersegurança, uma vez que esta é uma das áreas mais requisitadas a nível europeu e vai continuar a evoluir nos próximos tempos.
A Kaspersky lançou um novo serviço que ajuda as organizações a proteger aplicações em desenvolvimento in house que têm como base a blockchain. O Kaspersky Enterprise Blockchain Security inclui a avaliação de aplicações que trabalham numa infraestrutura blockchain, bem como uma auditoria do código de contrato smart. Ajuda as empresas a descobrir e a solucionar problemas e discrepâncias na lógica de negócios de contratos smart, enquanto o projeto blockchain passa do processo de inovação interna para a parte dos processos de negócios reais.
Foi assaltado e roubaram-lhe o iPhone? Infelizmente, acontece muito durante as férias, quando estamos mais despreocupados e desatentos aos nossos pertences. Os investigadores da Kaspersky descobriram o esquema de interação usado pelos hackers para desbloquear iPhones roubados. Este modus operandi implica um bom jogo psicológico e habilidades de engenharia social.
Em 2019, o uso de malware para roubar as palavras-passe dos utilizadores da Internet cresceu significativamente. De acordo com os dados da Kaspersky, cerca de 940 mil utilizadores já foram vítimas deste tipo de ataques, um aumento de 60% em comparação com o primeiro semestre de 2018, que atingiu cerca de 600 mil utilizadores. Este ano, já foram identificados elevados níveis de atividade na Europa e na Ásia, provenientes de hackers que visam roubar as palavras-passe aos utilizadores. Até agora, os países mais afetados por este malware foram a Rússia, Índia, Brasil, Alemanha e EUA.
O roubo de palavras-passe (Password Stealing Ware - PSW) é uma das ferramentas mais apetecíveis pelos hackers para afetar a privacidade dos utilizadores de Internet. Este tipo malware consegue obter os dados diretamente do browser das vítimas e, para isso, utiliza várias técnicas. Na maior parte das vezes, esta informação é sensível e inclui os detalhes de acesso para serviços online e informações financeiras - como palavras-passe, dados pessoais em preenchimento automático e detalhes de cartões de crédito ou débito - que se encontram memorizadas.