Os autores do ciberataque de Dezembro do ano passado contra o sistema do Google obtiveram informação das senhas de acesso de milhões de utilizadores, incluindo e-mails e aplicações empresariais, informou esta terça-feira o jornal americano The New York Times.

A edição digital do jornal, que cita uma pessoa com conhecimento directo na investigação, confirmou a informação, que não tinha sido citada pela empresa quando comunicou os ataques aos seus sistemas.

O programa, com o nome «Gaia» (que representa a deusa Terra na mitologia grega), recebeu um ciberataque durante dois dias, de acordo com o jornal.

Aparentemente, os «intrusos» não teriam roubado senhas pessoais dos utilizadores do serviço de e-mail do Google (Gmail), mas o gigante de Internet iniciou então rápidas mudanças na segurança das suas redes.

Para o The New York Times, estes detalhes aumentam o debate sobre a segurança e a privacidade dos grandes sistemas e serviços como o Google, que centralizam informações digitais de milhões de pessoas e empresas.

O jornal destaca a vulnerabilidade do que é popularmente conhecido como «a nuvem», o grupo de computadores que aloja grande quantidade de informação, e assinala que uma só ruptura dos seus códigos ou da sua segurança pode ter consequências devastadoras.

O roubo ocorreu com uma mensagem enviada a um empregado do Google na China, que usava o programa Messenger, da Microsoft, segundo a fonte, que exigiu anonimato.

Ao aceder a um link «contaminado» de um site, o empregado permitiu involuntariamente que os «intrusos» invadissem o seu computador pessoal, e depois um grupo de computadores de profissionais altamente qualificados na sua sede central em Mountain View, no estado da Califórnia.

Após o ataque, a empresa anunciou no último dia 12 de Dezembro que modificaria sua política na China pela invasão da propriedade industrial e os riscos das contas pessoais de dois defensores dos direitos humanos na China.

O anunciou suscitou tensões entre Pequim e Washington, e, como consequência, o Google decidiu tirar as suas operações da China e levar à Região Administrativa Especial de Hong Kong.

 Fonte : Diario Digital
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