A Microsoft está a investigar as condições de trabalho numa fábrica chinesa sua fornecedora depois de terem vindo a público noticias que davam como certo o uso de mão-de-obra adolescente na unidade fabril em questão.

A investigação da empresa norte-americana surge depois do Comité Nacional para o Trabalho, organismos sedeado em Pittsburgh, nos EUA, ter apresentado um relatório em que a fábrica KYE, que se situa na província chinesa de Guagdong, é acusada de empregar adolescentes e ter horários de trabalho que vão até às 80 horas semanais, pagando 50 cêntimos à hora.

Um dos trabalhadores citados no relatório do comité afirma: «Somos tratados como prisioneiros», acrescentando «não trabalhamos para viver, vivemos para trabalhar».

Segundo o relatório os trabalhadores são obrigados a fazer 2 mil ratos em 12 horas de trabalho e não podem usar as instalações sanitárias ou levantar-se para beber água fora do intervalo de 10 minutos concedidos pela empresa, sendo que estes são descontados no salário.

A Microsoft anunciou que está ciente da gravidade das acusações presentes no relatório, pelo que irá investigar as mesmas e tomar as medidas adequadas para que as ilegalidades sejam corrigidas.

«A nossa conduta tem como lema a segurança e a justiça no tratamento dos trabalhadores» reitera a Microsoft, afirmando ainda que os seus fornecedores têm que respeitar o código de conduta que guia a actuação da empresa, e que entre outros aspectos refere que fornecedores têm que respeitar a lei laboral do respectivo país e não podem empregar mão-de-obra infantil.

 Fonte : SOL
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