O presidente executivo da Vodafone, António Coimbra, disse hoje que a empresa “perdeu dinheiro” com o programa e.escolinha, no âmbito do qual foram distribuídos os computadores Magalhães.

“Perdemos dinheiro com o [programa] e.escolinha. É um risco de negócio”, admitiu o presidente executivo da Vodafone, perante os deputados da comissão de inquérito à Fundação para as Comunicações Móveis (FCM).

António Coimbra, que respondia ao deputado do PSD Jorge Costa, disse que a Vodafone contribuiu com 250 mil euros para o programa e.escolinha, um valor que não conta como contrapartida.

Engenheiro Antonio Coimbra - Vodafone

O presidente executivo da Vodafone disse ainda que o programa e.escolinha ficou “aquém das expetativas” em termos de ligações à Internet em banda larga.

“Dos 127 mil equipamentos, só conseguimos que cerca de 1.400 fossem ligados através da banda larga móvel”, disse.

“Tínhamos a expetativa de que teríamos 10 por cento de ligações em banda larga. Na verdade, só conseguimos 1,2 por cento”, acrescentou o presidente executivo da Vodafone.

António Coimbra afirmou também que o programa e.escola “tem um valor atualizado líquido negativo” para a Vodafone.

“Temos uma receita de cerca de quatro milhões de euros por ano, quando investimos 13,9 milhões de euros. Para nós, o valor atualizado líquido do projeto é negativo”, disse.

António Coimbra disse ainda que o programa e.escola “distorceu um bocadinho o mercado”.

“Antes do projeto e.escola a Vodafone era líder em acesso à Internet em banda larga e depois do projeto e.escola a nossa quota de mercado caiu”, afirmou.

A comissão de inquérito à FCM visa saber em que moldes foi adjudicado o fornecimento dos computadores Magalhães à JP Sá Couto e apurar o destino das verbas das contrapartidas das licenças para os serviços móveis de terceira geração.

 Fonte : Diário Digital
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Ler 2174 vezes Modificado em Mar. 23, 2010
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