No que diz respeito à criminalidade online contra crianças, em 2008, a PJ registou 81 inquéritos sobre abuso sexual de crianças e 16 de pornografia na internet. Jorge Rafael Duque refere os números de um estudo norte-americano do Centro de Investigação dos crimes contra as Crianças, «que não deverão ser muito diferentes da realidade europeia». Os dados mostram que «5 por cento das crianças falam sobre sexo com estranhos, 26 por cento enviam informação pessoal pela internet, 43 por cento conversam com desconhecidos, 4 por cento recebem pedidos para tirar fotografias despidos ou com roupa e/ou poses ousadas, 5 por cento disponibilizam fotos em roupa interior ou biquini no Myspace».
O investigador realça que há perigos que muitos pais ainda desconhecem, como por exemplo, ter uma webcam no quarto. «A PJ recebeu queixas de casos em que as câmaras foram ligadas remotamente, jovens (neste caso, do sexo feminino) foram filmadas e as imagens divulgadas na net».
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A Polícia Judiciária registou dois milhões de euros furtados em 2008 por via de phishing (fraude para furtar dados bancários pela internet), adiantou o inspector chefe Jorge Rafael Duque, do Departamento de criminalidade informática da PJ.