Será que o selo Windows Vista Capable vale mesmo o que apregoa? Eis a principal questão de um processo iniciado, na sexta-feira, no tribunal de Washington contra a Microsoft.
O processo tem por ponto de partida as queixas consumidores e retalhistas norte-americanos apresentaram em 2007.

Na sexta-feira passada, advogados de defesa e acusação trocaram argumentos. E, ao que consta, as atenções centraram-se nos indícios comprometedores para alguns altos responsáveis da Microsoft.

Na primeira sessão, os advogados de acusação apresentaram e-mails elucidativos, onde profissionais da Microsoft demonstram saber que o selo “Windows Vista Capable” apenas garante que um computador está apto a correr algumas parcelas do Windows Vista.
Entre os e-mails apresentados na primeira sessão de julgamento, encontra-se um enviado por alguém da Microsoft que seguia de perto o processo e que conclui que «até um monte de lixo pode qualificar-se (para receber o selo)».

Jim Allchin, um “histórico” da Microsoft que ocupava o cargo de co-presidente da Divisão de Serviços e Plataformas da Microsoft, também foi citado na barra do tribunal: «Realmente remendámos isto… vocês deviam trabalhar melhor com os nossos clientes».

De acordo com os causídicos, a Microsoft baixou, deliberadamente, a fasquia dos requisitos técnicos para atribuição dos selos Windows Vista Capable, a fim de evitar uma quebra nas vendas do Windows XP, nos tempos que precederam ou sucederam o lançamento do Vista, noticia o DailyTech.

Com esta estratégia, a Microsoft teria conseguido manter o nível de vendas do Windows XP com a promessa mais ou menos implícita de que, no futuro, os utilizadores poderiam proceder à actualização do sistema operativo.

A Microsoft defendeu-se destas acusações, lembrando que estes e-mails são casos isolados que, em alguns casos, já estão desactualizados face à realidade. O defensor da Microsoft argumentou que a existência de vozes críticas dentro da empresa é a melhor garantia de defesa dos interesses do consumidor e de análise dos produtos lançados no mercado.

Outro dos argumentos apresentados pelos advogados da Microsoft é a existência de um selo Premium ready, que é atribuído a computadores que respeitam os requisitos técnicos para correr todo o Windows Vista.

 Fonte : Exame Informática
 
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