A Microsoft Portugal apresentou hoje um projeto pioneiro à escala mundial com a criação de um Centro de Recondicionamento e Reciclagem de Computadores no Estabelecimento Prisional de Castelo Branco. Para tal, cerca de 20 destes reclusos irão receber formação profissional nesta área. Este projeto desenvolvido pela Microsoft Portugal em parceria com o Ministério da Justiça e o CDI Portugal – Centro de Inclusão Digital pretende formar e ocupar os reclusos, gerando ao mesmo tempo uma fonte de receita para o Estabelecimento Prisional, mas em especial criar condições para a sua integração profissional, reduzindo assim os casos de reincidência.

 

 

Desta forma é possível promover a empregabilidade e o empreendedorismo, através da criação de um micro negócio social, com impacto direto e futuro nos reclusos abrangidos pelo mesmo, e no concelho de Castelo Branco.

 

Recorrendo à metodologia do CDI, reconhecida à escala mundial e com sucesso comprovado em situações de contexto prisional nomeadamente no Brasil, o projeto prevê um conjunto de atividades, desde a formação mais técnica ao diagnóstico e reparação de equipamentos informáticos, passando pela gestão e planeamento do negócio, que pretende potenciar a aquisição de novas competências e o desenvolvimento de responsabilidades junto destes reclusos. Numa primeira fase, este Centro de Recondicionamento e Reciclagem de Computadores será responsável por recondicionar computadores antigos do Ministério da Justiça, prevendo-se a ampliação a outros ministérios.

 

De acordo com Vânia Neto, Diretora para a área de Educação, Cidadania e Responsabilidade Social na Microsoft Portugal “acreditamos que o Centro de Recondicionamento e Reciclagem de Computadores que irá nascer no Estabelecimento Prisional de Castelo Branco terá um impacto reestruturante na vida de cada um destes reclusos, envolvendo-os de forma cívica num conjunto de atividades que ajudarão a uma mais bem-sucedida reintegração na sociedade. Através da utilização e da interação com a tecnologia, estamos não apenas a capacitar, mas a valorizar também o potencial e a dignidade humana de cada um destes reclusos”.

 

Os reclusos abrangidos pelo projeto têm idades entre os 26 e os 39 anos, prevalecendo as habilitações literárias abaixo do 9º ano de escolaridade e uma moldura penal superior a cinco anos.

 

A compensação financeira dos reclusos cingir-se-á às tabelas aplicadas no sistema prisional, perspetivando-se a geração de receita com a alienação da produção.

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