A Aon Global Risk Consulting, a consultora de gestão de risco da Aon, realizou uma pesquisa para perceber melhor as atitudes das organizações face às ameaças que estas enfrentam no mundo altamente interligado de hoje.

A Aon explorou alguns dos resultados do inquérito bienal Global Risk Management, publicado em 2013, e avaliou as opiniões de diretores executivos e não executivos sobre o ranking dos 50 riscos identificados.   

       

“Sentimos que os resultados do inquérito Global Risk Management 2013 apresentavam algumas anomalias. Pedimos a opinião a diretores sobre o ranking de vários riscos para que tivéssemos uma visão mais holística. Como resultado disso, acreditamos que há um verdadeiro debate a ser tido em conta em toda a indústria de gestão de riscos seguráveis e não seguráveis. Entender os riscos sempre fez parte do mundo dos negócios, mas hoje a magnitude, complexidade e velocidade dos riscos aumentaram exponencialmente. É por isso que os líderes empresariais estão preocupados com a forma como gerem os riscos”, afirmou Stephen Cross, Presidente do Centro para a Inovação e Análise da Aon.

Um dos riscos que a Aon avaliou como sendo dos mais desvalorizados foi o Cibercrime, que foi votado como o 18º nos riscos que mais afetam os negócios. No geral, 83% dos diretores concorda que a 18ª posição foi severamente ou talvez desvalorizada.

“Os negócios bem-sucedidos estão cada vez mais a usar a tecnologia para aumentar as vendas, maximizar a eficiência e reduzir despesas, mas a evolução das tecnologias como o cloud computing e o social media aumentam o risco dos negócios face a ataques cibernéticos, fraude e sabotagem”, afirmou Rory Moloney, CEO da Aon Global Risk Consulting. “Acredito que a baixa classificação face à ameaça cibernética pode dever-se à falta de atribuição de responsabilidade, uma vez que não é claro na organização sobre em que é que este risco se baseia. Mais, carece ainda de dados, o que torna a resposta do sector dos seguros a este risco mais difícil”, concluiu.

Outra área de preocupação para a Aon foi a das atitudes face aos riscos de terrorismo, que foram classificados na 46ª posição e 52% dos diretores concordou que esta ameaça foi classificada como demasiado baixa (62% no continente Americano).

A perspetiva da Aon é a de que com mais incidentes de agitação política e ataques terroristas, as organizações não se devem acomodar, uma vez que os ataques terroristas não se limitam a regiões politica ou economicamente instáveis e os resultados são quase sempre devastadores. A Aon planeia lançar o seu Mapa Anual de Terrorismo no dia 28 de Janeiro de 2014.

“É um caso de ‘longe da vista, longe do coração’? A complacência em torno da gestão de riscos é um problema e temos de reforçar esse problema. Acreditamos que os gestores de risco desvalorizam o risco de terrorismo e as perspectivas dos diretores estão de acordo com o nosso ponto de vista”, afirmou Stephen Cross.

 

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Ler 1372 vezes Modificado em Fev. 02, 2014
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