Durante o seminário, foi exibido um filme onde uma espécie de anjo da guarda mostrou a um jovem que a sua amiga da Internet, que ele imaginava ruiva e de olhos azuis e com quem se preparava para marcar um encontro, podia, afinal, ser um homem mal intencionado.
Na opinião do inspector, os pais devem fazer esse papel de anjos da guarda, apesar de pertencerem à «era analógica» e terem dificuldades em entender a «geração digital», questionando os filhos constantemente sobre o que fazem quando estão em frente ao computador.
Camilo Oliveira afirmou que muitos dos pais «não conhecem o mundo da Internet, não sabem o que as crianças andam a fazer, compram o computador inicialmente por pressão dos próprios filhos, numa lógica de que isso é importante para os estudos, quando mais de 80 por cento do tempo as crianças que utilizam a net não é para estudos, é para entretenimento».
«Eles (os pais) não dominam, nem conhecem, as ferramentas que as crianças usam», afirmou, acrescentando que «a juntar a este quadro já de si de descontrolo» ainda há o facto de as crianças terem habitualmente os computadores nos quartos.
O inspector da PJ frisou que a Internet veio alterar a ideia de que «quando as crianças estão em casa estão seguras», avisando que «estão lá de facto fisicamente no quarto, mas virtualmente podem estar em qualquer lugar e em contacto com este tipo de indivíduos».
«O número de 'caça' é de tal ordem que o difícil é não 'caçarem', porque vocês são milhares em Portugal e milhões no Mundo», disse aos jovens.
Camilo Oliveira deu o exemplo de duas meninas inglesas que foram molestadas e assassinadas, depois de o predador ter conhecido uma delas num «chat» (site de conversação on-line).
Ainda que não tenha tido conhecimento de homicídios, o inspector sublinhou que tem de haver «consciência de que é uma possibilidade forte», porque se há crianças que desaparecem de casa, vão ter com quem conheceram na Internet e depois regressam, há outras que não.
«Há outras crianças que desaparecem. E o normal de um abusador a seguir a um abuso sexual de uma criança é a sua eliminação. Esse cenário é muito provável e é real. Em casos que se vem a ver que as crianças passavam muito tempo na Internet», referiu.
Na sua opinião, deve haver um processo educacional, até porque muitas vezes são as próprias crianças que cometem os crimes, dando como exemplo o caso de alunos que, com recurso do telemóvel, fotografam ou filmam na escolas colegas «nos momentos mais quentes» e depois divulgam as imagens na Internet.
«O problema é que estas ferramentas, quando mal utilizadas, têm efeitos que não existiam no passado. É diferente eu ver qualquer coisa e contar o que vi ou eu fotografar e filmar essa cena e depois meter no Youtube», frisou.
Fonte : Diário Digital
Na opinião do inspector, os pais devem fazer esse papel de anjos da guarda, apesar de pertencerem à «era analógica» e terem dificuldades em entender a «geração digital», questionando os filhos constantemente sobre o que fazem quando estão em frente ao computador.
Camilo Oliveira afirmou que muitos dos pais «não conhecem o mundo da Internet, não sabem o que as crianças andam a fazer, compram o computador inicialmente por pressão dos próprios filhos, numa lógica de que isso é importante para os estudos, quando mais de 80 por cento do tempo as crianças que utilizam a net não é para estudos, é para entretenimento».
«Eles (os pais) não dominam, nem conhecem, as ferramentas que as crianças usam», afirmou, acrescentando que «a juntar a este quadro já de si de descontrolo» ainda há o facto de as crianças terem habitualmente os computadores nos quartos.
O inspector da PJ frisou que a Internet veio alterar a ideia de que «quando as crianças estão em casa estão seguras», avisando que «estão lá de facto fisicamente no quarto, mas virtualmente podem estar em qualquer lugar e em contacto com este tipo de indivíduos».
«O número de 'caça' é de tal ordem que o difícil é não 'caçarem', porque vocês são milhares em Portugal e milhões no Mundo», disse aos jovens.
Camilo Oliveira deu o exemplo de duas meninas inglesas que foram molestadas e assassinadas, depois de o predador ter conhecido uma delas num «chat» (site de conversação on-line).
Ainda que não tenha tido conhecimento de homicídios, o inspector sublinhou que tem de haver «consciência de que é uma possibilidade forte», porque se há crianças que desaparecem de casa, vão ter com quem conheceram na Internet e depois regressam, há outras que não.
«Há outras crianças que desaparecem. E o normal de um abusador a seguir a um abuso sexual de uma criança é a sua eliminação. Esse cenário é muito provável e é real. Em casos que se vem a ver que as crianças passavam muito tempo na Internet», referiu.
Na sua opinião, deve haver um processo educacional, até porque muitas vezes são as próprias crianças que cometem os crimes, dando como exemplo o caso de alunos que, com recurso do telemóvel, fotografam ou filmam na escolas colegas «nos momentos mais quentes» e depois divulgam as imagens na Internet.
«O problema é que estas ferramentas, quando mal utilizadas, têm efeitos que não existiam no passado. É diferente eu ver qualquer coisa e contar o que vi ou eu fotografar e filmar essa cena e depois meter no Youtube», frisou.
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O inspector da Polícia Judiciária (PJ) Camilo Oliveira alertou os pais para a necessidade de supervisionarem os filhos quando estão na Internet, onde facilmente podem ser «caçados» por um predador sexual e cometerem crimes.