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A Kaspersky divulgou as conclusões do seu relatório "State of Ransomware 2026", revelando uma mudança profunda na estratégia dos cibercriminosos à escala global. A principal tendência aponta para o abandono progressivo da encriptação tradicional de ficheiros em prol da extorsão pura de dados. Em vez de bloquearem os sistemas operacionais, os atacantes estão agora focados em roubar informação confidencial e ameaçar a sua divulgação pública, capitalizando a pressão reputacional e as sanções regulatórias para obrigar as organizações ao pagamento de resgates.

O mais recente relatório global da Kaspersky, intitulado "Anatomy of a Cyber World", revela que o panorama das ameaças em 2025 foi dominado por uma concentração perigosa de vetores de ataque. Segundo os dados recolhidos, mais de 80% das invasões bem-sucedidas tiveram origem em apenas três portas de entrada: a exploração de aplicações públicas, o uso de contas legítimas e o aproveitamento de relações de confiança. Esta tendência demonstra que, embora as táticas básicas se mantenham, os criminosos estão a tornar-se muito mais eficientes a explorar as vulnerabilidades mais expostas das organizações.

O popular utilitário de emulação de discos, DAEMON Tools, tornou-se o alvo de um ataque de "supply chain" (cadeia de abastecimento) de larga escala, comprometendo a confiança dos seus utilizadores globais. Investigadores de segurança da Kaspersky revelaram que o site oficial da ferramenta foi invadido, permitindo que atacantes substituíssem os instaladores legítimos por versões adulteradas que contêm backdoors.

Para assinalar o Dia Mundial da Password, a Kaspersky revelou dados preocupantes baseados numa análise de 231 milhões de credenciais únicas expostas em fugas de dados entre 2023 e 2026. O estudo indica que 68% das passwords modernas podem ser quebradas em menos de um dia, expondo a fragilidade das defesas digitais perante o hardware atual. Um dos erros mais comuns detetados é a colocação de números ou símbolos em posições previsíveis, como o início ou o fim da sequência, o que facilita significativamente o trabalho dos cibercriminosos em ataques de força bruta.

Com o Mundial de 2026 à porta, a febre do futebol não está apenas a contagiar os adeptos; os cibercriminosos também entraram em campo e estão a jogar ao ataque. A Kaspersky emitiu um alerta sério sobre uma vaga de fraudes sofisticadas que utilizam o entusiasmo pelo torneio como isca para roubar dados pessoais e esvaziar contas bancárias. Desde bilhetes "exclusivos" a prémios de meio milhão de dólares, o catálogo de esquemas detetados é vasto e demonstra um nível de preparação técnica preocupante para os utilizadores menos atentos.

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