A colaboração intergeracional surge como fator determinante: 59% dos mais jovens ajudam ativamente colegas seniores na utilização de IA, permitindo que estes se concentrem em tarefas de maior valor. Entre gestores e diretores, mais de 80% reconhecem que a partilha de competências digitais abriu novas oportunidades de negócio e aumentou a produtividade dos departamentos.
Globalmente, 86% dos inquiridos confirmam que a IA os tornou mais eficientes e 76% acreditam que está a impulsionar as suas carreiras. No modelo híbrido, 69% destacam que estas ferramentas facilitam a colaboração entre equipas em locais distintos, sobretudo na preparação de reuniões, no acesso a insights e no seguimento de tarefas.
As tarefas mais procuradas para automatização incluem a redação de e-mails, resumos de reuniões, organização de ficheiros e entrada de dados. Com a eliminação de atividades administrativas, 55% dos trabalhadores conseguem dedicar-se a projetos de alto impacto, 54% a desenvolvimento profissional e 40% ao fortalecimento de relações com colegas e clientes.
Em Portugal, a tendência é idêntica, com a utilização de IA a acelerar processos e gerar novas oportunidades de crescimento para empresas de diferentes setores, segundo Jorge Valdeira, diretor geral da IWG no país. Nos dias de trabalho presencial, os profissionais passam a valorizar mais o pensamento estratégico, a aprendizagem e o networking.
Apesar dos benefícios, persistem receios: 63% dos colaboradores acreditam que não aprender IA pode comprometer a progressão profissional, enquanto 61% defendem que quem não adotar estas ferramentas ficará para trás. Ainda assim, a maioria vê na IA uma ponte entre gerações, com 51% a afirmar que estas tecnologias estão a colmatar divisões e a promover uma partilha de conhecimento inclusiva.