O negócio de smartphones manteve a Xiaomi no top 3 global pelo vigésimo trimestre consecutivo, com 42,4 milhões de unidades enviadas e receitas de 45,5 mil milhões de yuans (5,4 mil milhões de euros). A aposta no segmento premium mostrou resultados sólidos, sobretudo na China continental, onde a quota de mercado em equipamentos topo de gama acima dos 3 mil yuans cresceu de forma consistente. O lançamento do SUV de luxo YU7 reforçou a entrada da marca no setor automóvel, com 240 mil encomendas confirmadas nas primeiras 18 horas após a sua apresentação.
No segmento de veículos elétricos inteligentes, a Xiaomi registou um salto significativo, atingindo receitas superiores a 20 mil milhões de yuans pela primeira vez e totalizando 81 302 unidades entregues apenas no segundo trimestre. As entregas acumuladas ultrapassaram as 300 mil unidades em julho, enquanto as perdas operacionais reduziram-se para 300 milhões de yuans (36 milhões de euros), sinalizando a aproximação ao equilíbrio financeiro ainda em 2025. Paralelamente, a rede de vendas foi expandida para 335 centros em 92 cidades chinesas, preparando o terreno para uma fase de crescimento em escala.
Já o segmento de IoT e lifestyle alcançou um novo recorde trimestral de 38,7 mil milhões de yuans (4,6 mil milhões de euros), um crescimento de 44,7% face ao ano anterior. O destaque foi para os grandes eletrodomésticos inteligentes, que contrariaram a tendência negativa do setor global, registando aumentos significativos nos envios de ar condicionados, frigoríficos e máquinas de lavar. A Xiaomi também fortaleceu a sua posição em tablets, alcançando o crescimento mais rápido entre os cinco maiores fabricantes mundiais, além de se destacar em auriculares TWS e no lançamento dos primeiros óculos Xiaomi AI Glasses, cuja procura superou as previsões.
No campo dos serviços digitais, a empresa obteve receitas de 9,1 mil milhões de yuans (1,08 mil milhões de euros), com uma margem bruta robusta de 75,4%. A base global de utilizadores ativos mensais (MAU) atingiu 731,2 milhões, um aumento de 8,2% em termos homólogos, consolidando a relevância do ecossistema da marca. Paralelamente, a aplicação Mi Home e o assistente de voz AI mantiveram crescimento sólido, reforçando o pilar de serviços de Internet no modelo de negócio da Xiaomi.
A empresa intensificou também o investimento em Investigação e Desenvolvimento, que atingiu 7,8 mil milhões de yuans (930 milhões de euros), um recorde trimestral. Este esforço permitiu avanços cruciais, como o lançamento do chip de 3 nanómetros Xiaomi XRING O1, tornando a marca a primeira na China continental a desenvolver internamente esta tecnologia. Além disso, a Xiaomi consolidou a sua aposta em Inteligência Artificial com modelos de linguagem de grande dimensão disponibilizados em open source, destacando-se internacionalmente em benchmarks e conferências.