A Lenovo anunciou resultados recorde no primeiro trimestre do exercício fiscal 2025/2026, com receitas de 18,8 mil milhões de dólares, mais 22% face ao período homólogo, e um lucro líquido de 505 milhões de dólares, crescendo 108%. Todos os segmentos registaram aumentos de dois dígitos, com destaque para o negócio de PCs, que alcançou a maior taxa de crescimento em 15 trimestres e uma quota de mercado recorde de 24,6%. O peso das receitas fora do segmento de PCs atingiu 47%, reforçando a diversificação do grupo.

O desempenho foi impulsionado por três pilares estratégicos: a execução da visão de IA híbrida, o aumento de mais de 10% no investimento em I&D para desenvolver soluções de IA pessoal e empresarial, e a excelência operacional baseada no modelo global/local e fabrico ODM+. Esta estratégia permitiu à Lenovo manter competitividade e rentabilidade num contexto geopolítico e económico desafiante.

O Intelligent Devices Group registou 13,5 mil milhões de dólares em receitas (+18%), com 30% dos PCs enviados já integrando IA e liderança no segmento de PCs com Windows e IA. As vendas de smartphones cresceram 14%, com a Motorola a liderar globalmente no segmento de dobráveis. O Infrastructure Solutions Group cresceu 36%, impulsionado por infraestruturas de IA e soluções de refrigeração líquida, enquanto o Solutions and Services Group atingiu 2,3 mil milhões de dólares em receitas (+20%), com uma margem operacional superior a 22% e forte crescimento em serviços “as-a-Service”.

Em termos de sustentabilidade e ESG, a Lenovo reafirmou o compromisso de atingir neutralidade carbónica até 2050, destacou avanços na economia circular e recebeu distinções de entidades como EcoVadis, MSCI e CDP. A empresa foi classificada em 8.º lugar no ranking global de cadeias de abastecimento da Gartner e subiu 52 posições no ranking Fortune Global 500, alcançando a sua melhor classificação de sempre no setor tecnológico.

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