A Kaspersky anuncia o lançamento de um novo módulo da Kaspersky Automated Security Awareness Platform (ASAP), centrado na Inteligência Artificial (IA). Esta mais recente adição tem como objetivo capacitar os profissionais com as competências necessárias para combater as ameaças em constante evolução colocadas pelos ciberataques orientados para a IA.
A urgência de compreender as ameaças relacionadas com a IA destaca-se pelo número crescente de incidentes causados com recurso às suas ferramentas. Em fevereiro de 2024, um colaborador do departamento financeiro de uma multinacional foi induzido a pagar 25 milhões de dólares a cibercriminosos, que recorreram a tecnologia deepfakes para se fazer passar pelo diretor financeiro da empresa numa videoconferência. Este esquema fez com que o colaborador participasse numa videochamada falsa, com vários outros membros da equipa que, na verdade, eram recriações de deepfake.
A Kaspersky descobre uma nova campanha de malware em curso que explora a crescente popularidade das ferramentas de Inteligência Artificial (IA), disfarçando-se de um gerador de voz. O malware utiliza o GitHub para armazenar arquivos protegidos por uma password. Os ficheiros contem data stealers e passwords stealers, permitindo aos cibercriminosos roubar vários tipos de dados, minerar criptomoedas e descarregar software malicioso adicional nos dispositivos.
A Check Point® Software Technologies Ltd., fornecedor líder de plataformas de segurança cibernética alimentadas por IA e entregues na cloud, adverte que, embora a IA esteja a ser aproveitada para ajudar a combater o cibercrime e a caçar hackers e ameaças, vários serviços de IA também são utilizados pelos atacantes. Esta é uma tendência muito perigosa que está a mudar o mundo do crime organizado.
Para compreender o Estado da Cibersegurança em Portugal, e estando agendada para outubro de 2024 a entrada em vigor da nova diretiva NIS2 (Network and Information Security Directive), a Microsoft promoveu a condução de um estudo junto de decisores de 184 organizações a operar a nível nacional. Este estudo tem como objetivo apurar o grau de maturidade de cibersegurança implementada nas organizações, como pode a Inteligência Artificial (IA) ajudar as organizações nacionais a serem mais eficientes e, por último, quais os níveis de conformidade das empresas portuguesas com a NIS2.
A Microsoft acaba de atualizar o Cyber Signals, a sexta edição do seu relatório de cibersegurança, onde faz uma análise à ascensão da utilização da Inteligência Artificial (IA) generativa para fins maliciosos e como está a utilizar esta mesma ferramenta para melhorar as suas medidas de segurança e a desbloquear novas formas de proteção contra as ciberameaças.
Todos os dias, a Microsoft realiza mais de 2,5 mil milhões deteções em cloud e orientadas para a IA, por forma a proteger os seus clientes. Durante este processo, a tecnológica concluiu que as ferramentas tradicionais de proteção já não acompanham o ritmo das ameaças colocadas pelos cibercriminosos. Apesar do potencial para capacitar as organizações para derrotar os ciberataques e impulsionar a inovação e a eficiência na deteção de ameaças – na procura e na resposta a incidentes – os adversários podem utilizar a IA como parte dos seus exploits.