A ESET, uma empresa líder em cibersegurança, alerta para duas falhas de segurança da funcionalidade AirDrop da Apple que permitem a hackers aceder aos números de telemóvel e endereços de email associados tanto ao dispositivo emissor como ao recetor. A funcionalidade, que facilita a transferência de ficheiros entre Macs, iPhones e iPads, está presente em mais de 1,5 mil milhões de dispositivos Apple.
Um estudo recente realizado no Reino Unido revelou que uma em cada seis pessoas utiliza o nome do seu animal de estimação como password – um perigo para o qual a empresa de cibersegurança ESET chama a atenção.
O problema da utilização de nomes comuns (mesmo os dos nossos animais de estimação) em passwords, é que podem ser descobertos a partir de ataques baseados em dicionários, como podem ser também facilmente obtidos através de técnicas de engenharia social, nomeadamente a partir dos perfis públicos dos utilizadores nas redes sociais.
Provavelmente já ouviu a expressão “pegada digital”, mas sabe o que significa realmente? Os seus conteúdos nas redes sociais, transações de pagamentos online, histórico de localizações, emails, textos enviados através das diferentes plataformas de mensagens instantâneas – estes são apenas alguns dos dados que fazem parte da sua pegada digital.
Dependendo da sua abordagem à privacidade na Internet, e dos seus hábitos de utilizações de redes sociais, estes dados podem ser recolhidos para criar um “retrato” bastante completo de si. E esses dados podem ser abusados por pessoas com intentos desonestos ou até ser vendidos na dark web.
As regras de confinamento devido à pandemia levaram a um acelerar do crescimento do comércio eletrónico, que já se encontrava numa trajetória ascendente desde o final dos anos 90: em 2020, as vendas globais em plataformas de e-commerce atingiram cerca de 4,28 milhões de milhões de dólares – o que representa quase 18% do total do comercial mundial.
Contudo, este crescimento das transações trouxe também consigo um aumento das fraudes e, apesar da perceção em contrário, muitos destes cibercrimes têm como alvo os comerciantes, e não os consumidores.
Alguns dos maiores e mais bem-sucedidos ciberataques de sempre a instituições e empresas não foram fruto de sofisticados vírus ou de modernas ferramentas de cibercrime, mas de um conjunto de técnicas designadas por “engenharia social” e que acabam por contar com a ajuda involuntária do elo mais fraco em qualquer rede informática: o utilizador.
Neste contexto, o chamado “phishing” desempenha um papel importante, daí ser crucial estarmos despertos para este tipo de ataque, de maneira a podermos facilmente identificá-lo e, dessa forma, evitá-lo.