A Check Point Research revelou recentemente uma campanha cibercriminosa altamente sofisticada denominada JSCEAL, direcionada a utilizadores de aplicações de criptomoedas. Desde março de 2024, esta operação tem disseminado malware com elevada capacidade de evasão através de malvertising - anúncios pagos maliciosos - disfarçados de aplicações legítimas de trading. Só na União Europeia, estima-se que 3,5 milhões de utilizadores tenham sido expostos a mais de 35 mil anúncios fraudulentos no primeiro semestre de 2025.

A Check Point Research (CPR), equipa de investigação da Check Point® Software Technologies, alertou para a crescente utilização da Inteligência Artificial (IA) por cibercriminosos, que recorrem a estas tecnologias para desenvolver ataques mais sofisticados, rápidos e difíceis de detetar. Apesar de a IA ser tradicionalmente uma ferramenta de defesa no combate ao cibercrime, começa agora a ser usada para fins ofensivos, com destaque para modelos como o WormGPT e o mais recente Xanthorox AI. Este último, lançado em 2025, funciona de forma modular e autónoma, sem necessidade de supervisão humana e em modo offline, garantindo o anonimato e aumentando a resiliência dos ataques.

A Geração Z cresceu imersa no mundo digital, sendo fluente em redes sociais, plataformas online e tendências virais. No entanto, esta ligação constante à Internet também os torna particularmente vulneráveis a ciberameaças. Para sensibilizar este público, a Kaspersky lançou o "Case 404", um jogo interativo de cibersegurança onde os jogadores assumem o papel de um detetive de Inteligência Artificial encarregado de resolver crimes digitais.

Os ataques de phishing estão entre as táticas mais utilizadas pelos cibercriminosos contra as empresas. Estes esquemas procuram enganar os colaboradores para que estes revelem informações sensíveis, tais como credenciais de início de sessão ou dados financeiros através de fontes aparentemente legítimas. Embora os ataques de phishing assumam muitas formas, visam frequentemente os sistemas de email das empresas devido à riqueza de informações valiosas que contêm. Para ajudar as empresas a reforçar as suas defesas contra potenciais violações, a Kaspersky revela a anatomia de um ataque de phishing.

Kaspersky explorou as tendências dos utilizadores de moeda criptográfica, descobrindo que apenas 25% dos inquiridos se sentiam bem informados sobre potenciais ameaças cibernéticas de moeda criptográfica, enquanto 23% não tinham qualquer informação. Num inquérito, Kaspersky descobriu também que metade dos inquiridos tinham sido afetados de alguma forma pelo crime de moeda criptográfica, onde 40 por cento dos proprietários de moeda criptográfica não acreditavam que os atuais sistemas de proteção da moeda criptográfica fossem eficazes. Estas e outras descobertas estão no novo relatório da Kaspersky.

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