A ESET, líder europeia em cibersegurança, lançou um alerta crítico sobre a evolução das fraudes financeiras que exploram a tecnologia NFC (por aproximação). Segundo o mais recente Relatório de Ameaças da empresa, as infeções em dispositivos Android que utilizam esta tecnologia registaram um crescimento explosivo de 87% a nível global no segundo semestre de 2025. O foco principal tem sido o mercado brasileiro, através de uma nova variante da família de malware "NGate", mas a facilidade de adaptação linguística potenciada pela Inteligência Artificial coloca Portugal sob vigilância apertada.

O mais recente relatório "Radar Global de Políticas Cibernéticas" da NCC Group traça um cenário muito claro: a cibersegurança deixou de ser uma disciplina puramente técnica para se assumir como um instrumento vital de influência geopolítica e segurança nacional. Impulsionada pelo escalar das tensões globais e pela adoção acelerada da Inteligência Artificial, a regulação digital mundial está a sofrer uma transformação profunda, onde os Estados procuram projetar o seu poder numa ordem internacional cada vez mais fragmentada.

A Check Point Research acaba de revelar o seu Brand Phishing Ranking referente ao primeiro trimestre de 2026, e a Microsoft continua a ser o alvo predileto dos cibercriminosos. A gigante de Redmond liderou a tabela com uns expressivos 22% de todas as tentativas de phishing registadas a nível global. O pódio fica completo com a Apple (11%) e a Google (9%), seguidas de perto pela Amazon (7%). De forma alarmante, apenas estas quatro marcas de topo foram responsáveis por quase metade de todos os ataques de usurpação de identidade observados durante os primeiros três meses do ano.

A Vodafone Portugal estabeleceu um marco histórico nas telecomunicações nacionais ao realizar a primeira videochamada segura do país recorrendo a encriptação quântica. A demonstração, que coincidiu com as celebrações do World Quantum Day no dia 17 de abril, ligou três pontos distintos da cidade de Lisboa através da rede de fibra ótica de última geração da operadora: o Vodafone Innovation Hub, um centro de dados da empresa e o Laboratório de Tecnologias Quânticas (QuTe Lab) do Instituto Superior Técnico (IST).

A Kaspersky alcançou um novo marco na sua estratégia corporativa ao tornar-se a primeira empresa de cibersegurança a integrar o grupo de observadores da Digital Cooperation Organization (DCO). Este passo estratégico tem como objetivo principal contribuir ativamente para os esforços internacionais de construção de um ambiente digital não só mais sustentável, mas também amplamente protegido. Através desta aliança histórica, a multinacional compromete-se a partilhar a sua vasta experiência técnica para ajudar a promover uma economia digital global mais resiliente e verdadeiramente inclusiva para todos os setores da sociedade.

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