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O mais recente relatório de investigação sobre violações de dados (DBIR) da Verizon, apoiado por dados do estudo "The broken Physics of Remediation" da Qualys, revela um panorama preocupante na cibersegurança global: cerca de 35% das vulnerabilidades críticas continuam por corrigir um mês após a sua deteção. Os números demonstram que os modelos tradicionais de mitigação de risco estão a atingir o seu limite.

A análise, que teve por base mais de mil milhões de registos anónimos associados ao catálogo de vulnerabilidades exploradas ativamente da CISA (KEV), indica que mais de um terço das falhas conhecidas permanecem abertas 28 dias após a sua inclusão na lista oficial.

Mais alarmante ainda é o facto de 9% destas vulnerabilidades permanecerem sem resolução a longo prazo, o que se traduz em cerca de 47 milhões de instâncias expostas sem uma via clara de correção nos atuais modelos operacionais.

O volume de ameaças cresceu de forma exponencial, multiplicando-se quase oito vezes nos últimos quatro anos. O número total de vulnerabilidades associadas ao KEV disparou de 68,7 milhões para 527,3 milhões de instâncias. O relatório descreve este fenómeno como "uma passadeira que não para de acelerar", onde as equipas de segurança trabalham mais arduamente do que nunca, mas o volume de exposição cresce a um ritmo impossível de acompanhar por processos que dependem de validação humana e janelas de manutenção restritas.

Curiosamente, a deterioração destes resultados não está ligada a uma perda de eficiência das equipas tecnológicas. O tempo médio entre a deteção e a correção de uma vulnerabilidade manteve-se estável nos 9 dias. O problema é puramente estrutural. Mesmo as organizações que adotam estratégias proativas debatem-se com o volume: em 2025 foram corrigidas proactivamente 63,7 milhões de falhas antes de entrarem no KEV (um aumento de 30%), mas a taxa de eficácia global caiu de 16,6% para 12,1% devido a um aumento de 78% na carga total de trabalho.

Face a este cenário de rutura da capacidade humana, Sergio Pedroche, Country Manager da Qualys Iberia, defende a necessidade urgente de uma mudança arquitetónica profunda nas empresas. A solução proposta passa pela adoção de modelos de remediação autónoma e automatizada, materializados na criação de um Risk Operations Center (ROC). Este modelo é concebido para encaminhar automaticamente as exposições validadas para os respetivos processos de correção, eliminando o estrangulamento provocado pela intervenção manual constante.

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