Para sustentar esta execução, a tecnológica revelou ainda a aquisição de três empresas - Cyata, Cyclops e Rotate - que trazem camadas críticas de visibilidade, gestão de identidade e proteção de ativos para a sua plataforma unificada.
A arquitetura proposta foca-se, em primeiro lugar, na Hybrid Mesh Network Security, que utiliza IA para proteger redes híbridas e data centers através de uma gestão simplificada. O segundo pilar, Workspace Security, protege o ecossistema digital onde os utilizadores interagem (e-mail, browsers e apps SaaS), enquanto a Exposure Management oferece uma visão contextual dos riscos, priorizando ameaças reais em vez de alertas isolados. Finalmente, o pilar de AI Security surge para blindar todo o ciclo de vida da adoção da IA, desde o uso interno pelos colaboradores até aos agentes autónomos empresariais.
No campo das aquisições, a Check Point reforça a sua oferta com a integração da Cyata, uma plataforma inovadora de gestão de identidade específica para agentes de IA, permitindo monitorizar comportamentos e aplicar políticas automatizadas a estas novas "entidades" digitais. Complementarmente, a Cyclops traz capacidades de Cyber Asset Attack Surface Management para consolidar a visibilidade de ativos em múltiplos ambientes, e a Rotate fortalece a proteção centralizada para prestadores de serviços geridos (MSPs), focando-se em forças de trabalho distribuídas.
A estratégia da Check Point distingue-se pela sua filosofia de "open garden", uma plataforma aberta concebida para se integrar perfeitamente em ecossistemas multi-vendor já existentes. Ao evitar silos de segurança, a marca permite que as organizações adotem inovações de IA sem comprometer a prevenção de ataques. Esta unificação é vista pelo mercado como um passo vital para simplificar a complexidade operacional que a rápida digitalização impôs às equipas de IT nos últimos anos.
Em conclusão, o movimento da Check Point demonstra que a cibersegurança em 2026 já não pode ser reativa, mas sim estruturalmente preparada para sistemas autónomos. Ao adquirir tecnologias que mapeiam desde a superfície de ataque até à identidade dos agentes de IA, a Check Point não está apenas a expandir o seu portfólio, mas a criar um enquadramento necessário para que as empresas operem com confiança na nova economia da inteligência artificial.