Desta vez, o alvo foi a funcionalidade "Administrator Protection", uma das próximas apostas da Microsoft para reforçar a segurança do sistema operativo.
A falha em questão foi descoberta pelo investigador James Forshaw e trata-se de um erro de elevação de privilégios (EoP). O problema reside na nova proteção de administrador, que foi desenhada para permitir privilégios elevados apenas quando necessário (just-in-time), utilizando o Windows Hello e um token de administrador isolado. Forshaw descobriu que um processo com baixos privilégios poderia "sequestrar" um processo de acesso à interface de utilizador (UI), servindo de ponte para obter controlo total sobre o sistema.
A cronologia do incidente revela alguma tensão entre as duas tecnológicas. A vulnerabilidade foi reportada à Microsoft a 8 de agosto, com um prazo inicial de resolução até 6 de novembro. Após uma extensão de cortesia, a Microsoft lançou uma correção a 12 de novembro através do CVE-2025-60718, chegando mesmo a agradecer publicamente a Forshaw pela sua contribuição. No entanto, o desfecho não foi o esperado, pois o investigador reabriu o caso pouco tempo depois, alegando que o patch estava incompleto e não mitigava a falha na totalidade.
Perante o silêncio da Microsoft após a reabertura do processo, a Google optou por tornar os detalhes técnicos públicos. Apesar da gravidade teórica de uma elevação de privilégios, o risco imediato para o utilizador comum é reduzido. Por ser um ataque local, o invasor necessitaria de acesso físico ao computador para executar o código malicioso. Além disso, a funcionalidade "Administrator Protection" ainda não está disponível para o público em geral, estando limitada a versões de teste que exigem ativação manual.
Este episódio serve de aviso importante antes da disponibilização geral desta funcionalidade no Windows 11. A comunidade de segurança espera agora que a Microsoft investigue novamente as descobertas de Forshaw para garantir que o lançamento final seja verdadeiramente robusto. A exposição pública por parte do Project Zero mantém a pressão sobre o gigante de Redmond, assegurando que novas camadas de segurança não introduzam, ironicamente, novas portas de entrada para cibercriminosos.