O esquema começa habitualmente com promessas apelativas em redes sociais, fóruns ou anúncios em motores de busca, oferecendo a possibilidade de ver os filmes nomeados de forma gratuita ou antes da sua estreia oficial nas plataformas legítimas. Ao clicar nestes links, o utilizador é redirecionado para sites que solicitam a criação de uma conta ou a ativação de um "período de teste gratuito". É neste momento que são pedidos dados sensíveis, como o nome, e-mail, número de telefone e, em muitos casos, informações do cartão de crédito para alegadamente "desbloquear" o conteúdo.
Em Portugal, onde mais de 70% dos internautas utilizam serviços de streaming regularmente, a pressa em encontrar os títulos mais comentados da temporada faz com que muitos utilizadores baixem a guarda. Segundo Fábio Assolini, Head of Research da Kaspersky para a Europa, os criminosos exploram esta urgência para induzir pagamentos indevidos, subscrições involuntárias de serviços dispendiosos ou mesmo o roubo de identidade.
Além da recolha direta de dados, estas páginas funcionam frequentemente através de redes de publicidade maliciosa (malvertising). Ao tentar reproduzir um vídeo, o utilizador pode ser alvo de sucessivos redirecionamentos que solicitam permissões suspeitas ou tentam forçar o download de ficheiros perigosos que instalam malware nos dispositivos.
Para garantir uma navegação segura, os especialistas recomendam cautela redobrada com sites que peçam dados bancários para ativar testes gratuitos, uma prática comum em burlas. É essencial verificar cuidadosamente o endereço (URL) da página em busca de erros ortográficos ou símbolos estranhos e desconfiar de promessas de acesso imediato a conteúdos que ainda estão exclusivamente nas salas de cinema ou em catálogos pagos. O uso de soluções de segurança robustas, como o Kaspersky Premium, pode ser decisivo ao bloquear automaticamente o acesso a estes links maliciosos.